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quinta-feira, 27 de junho de 2013

Os Quatro Quatros
(Trecho do livro O HOMEM QUE CALCULAVA de Malba Tahan)

̶̶  Este rico tecido é digno do Profeta!
̶  Amigos! Eis um delicioso perfume que lembra os carinhos de vossa esposa!
̶  Reparai, ó cheique!, nestas lindas chinelas e neste lindo cafetã que os djins (gênios sobrenaturais) recomendam aos anjos!
Interessou-se Beremiz por um elegante e harmonioso turbante azul claro que um sírio, meio corcunda, oferecia por 4 dinares. A tenda dêsse mercador era, aliás, muito original, pois tudo ali (turbantes, caixas, punhais, pulseiras, etc.) era vendido por 4 dinares. Havia um letreiro que dizia:

OS QUATRO QUATROS

Ao ver Beremiz interessado em adquirir o turbante azul, objetei:
̶  Julgo loucura comprar esse luxo. Estamos com pouco dinheiro e ainda não pagamos a hospedaria.
̶  Não é o turbante que me interessa – retorquiu Beremiz; - repare que a tenda dêsse mercador é intitulada   ̋̏Os quatro quatros ̋̏. Há nisso tudo espantosa coincidência digna de atenção.
̶  Coincidência? Por quê?
̶  Ora, bagdali – retornou Beremiz – a legenda que figura nesse quadro recorda uma das maravilhas do cálculo: Podemos formar um número qualquer empregando quatro quatros!
E antes que eu o interrogasse sobre aquele enigma, Beremiz explicou, riscando na areia fina que cobria o chão:
̶  Quer formar o zero? Nada mais simples. Basta escrever:

44 – 44

Estão aí quatro quatros formando uma expressão que é igual a zero.
Passemos ao número 1. Eis a forma mais cômoda:

44/44

Quer ver agora o número 2? Pode-se aproveitar facilmente os quatro quatros e escrever:

4/4 + 4/4

O 3 é mais fácil. Basta escrever a expressão:

sábado, 15 de junho de 2013

TRECHO DO LIVRO ˶O HOMEM QUE CALCULAVA˵ DE Malba Tahan.

OS herdeiros

Perto de um refúgio meio abandonado, três homens discutiam acalorosamente ao pé de um lote de camelos. Por entre pragas e impropérios gritavam possessos, furiosos:
̶  Não pode ser!
̶  Isto é um roubo!
̶  Não aceito!
O inteligente Beremiz procurou informar-se do que se tratava.
̶  Somos irmãos – esclareceu o mais velho – e recebemos, como herança, esses 35 camelos. Segundo a vontade expressa de meu pai, devo receber a metade, o meu irmão Hamed Namir uma terça parte e ao Harim, o mais moço, deve tocar apenas a nona parte. Não sabemos, porém dividir dessa forma 35 camelos e a cada partilha proposta, segue-se a recusa dos outros dois, pois a metade de 35 é 17 e meio. Como fazer a partilha se a terça parte e a nona parte de 35 também não são exatas?

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Socialização da experiência de navegar na internet livremente

Conhecer cursos, legislação, aulas, projetos que auxiliam o planejamento, conhecimento, novas informações, chamam atenção motivando buscar mais possibilidades de aprendizagem. Buscar exemplos de projetos, sugestões de atividades. Encontra-se atividades para auxiliar as aulas/conteúdos que estamos trabalhando.

As ferramentas com vídeos ajudam na elaboração das atividades de sala, conhecer novos sites educacionais. Conhecer projetos já desenvolvidos e bem sucedidos com softwares educacionais. Proporciona a utilização de vídeos enriquecendo as aulas.
Projeto: Lúdico na Matemática
Série: 2º ano
Esse projeto foi escolhido para levar aos alunos que a matemática também pode ser divertida, que alguns conteúdos pode sair da rotina e tornar o conteúdo um pouco descontraído, desmistificar a matemática enquanto uma disciplina maçante.
Foi desenvolvido através de feira de conhecimento, levando os alunos a pesquisarem na internet atividades matemáticas que podem ser trabalhadas através de jogos, charadas, adivinhas, ...
Os conceitos curriculares trabalhados/observados foram integração, socialização da informação, cooperação, raciocínio lógico, aprendizagem significativa.
Recursos utilizados foram internet, projetos já realizados, livros, ...
Pontos positivos é criatividade, competitividade sadia, estudo em grupos, assimilação rápida do conteúdo, motivação. Negativos não houve.




terça-feira, 28 de maio de 2013

Como sou eu como professor


Quem sou eu como professor?
Um professor que está na busca, na luta com a tecnologia, com esse complexo novo jeito de trabalhar, na disputa do que é realmente importante, essencial para um bom organizador de aprendizagens. Elaborar e reelaborar a capacidade e aprender e apreender esse novo professor, essa nova/velha profissão essencial para a formação de cidadãos preparados para essa sociedade exigente de pessoas reflexivas, abertas a novas experiências.     

A sociedade da aprendizagem e o desafio de converter informação em conhecimento




A sociedade da aprendizagem e o desafio de converter informação em conhecimento
Juan Ignacio Pozo
Cada vez mais pessoas com dificuldades para aprender o que a sociedade exige. Estatísticas preocupantes sobre baixos índices de leitura e de aprendizagem, fracasso escolar crescente, ..., ao mesmo tempo, ampliação da educação obrigatória, a busca incessante pelo conhecimento, exigência social em que mais pessoas aprendam mais e mais rápido, de maneiras diferentes.
A nova cultura da aprendizagem: da informação ao conhecimento
Se realmente acreditarmos que é possível um outro mundo, é preciso investir no conhecimento e na aprendizagem. As tecnologias estão criando novas formas de conhecimento, novas formas de alfabetização, tornando muito mais acessíveis todos os saberes, exigindo-se, é claro, maiores capacidades ou competências cognitivas. A escola já não é a primeira fonte de conhecimento, nem a principal. O que a escola pode fazer é formar os alunos para terem acesso e darem sentido à informação, proporcionando-lhes capacidades de aprendizagem que lhes permitam uma aprendizagem, é necessário aprender a conviver com a diversidade. Não cabe mais à educação proporcionar aos alunos conhecimentos como se fossem verdades acabadas, devem ajudá-los a construir seu próprio ponto de vista, formar os futuros cidadãos para que sejam aprendizes mais flexíveis, eficazes e autônomos, dotando-os de estratégias de aprendizagem adequadas, fazendo deles pessoas capazes de enfrentar novas e imprevisíveis demandas de aprendizagem.
O ensino de novas competências para a gestão do conhecimento
Uma das metas essenciais da educação é ensinar aos alunos, a partir das diferentes áreas do currículo, as competências para a aquisição, interpretação, análise, compreensão e comunicação da informação. Mudar as formas de aprender dos alunos requer também mudar as formas de ensinar dos professores, requer apropriar-se de novas formas de aprender e de relacionar-se com o conhecimento. Esse é um dos maiores desafios enfrentados por nossos sistemas educacionais nas próxim